quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Call Of Duty : Modern Warfare 2 - Analise

O grande bicho-papão do ano finalmente está entre nós. "Call of Duty: Modern Warfare 2" é um fenômeno tão grande que muitos dos concorrentes foram adiados para 2010 com medo de serem atropelados. Não é de espantar, afinal, o game é continuação de "Call of Duty 4: Modern Warfare", que vendeu mais de 13 milhões de cópias no mundo e ainda é campeão de popularidade entre fãs de jogos de tiro em primeira pessoa.


Mesmo com alguns deslizes, o jogo cumpre o que promete e justifica todo o barulho ao redor de seu lançamento. O clima de tensão e os tiroteios são sufocantes, especialmente nos modos multiplayer, que deixarão os aficionados do gênero vidrados no monitor.



História rápida
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"Modern Warfare 2", assim como outros jogos da série "Call of Duty", consegue dividir bem os aspectos offline e online do jogo, transformando-os praticamente em produtos distintos reunidos em um só pacote. A campanha para um jogador deste novo game ocorre cinco anos depois dos acontecimentos mostrados em "Call of Duty 4: Modern Warfare".


A estrutura do enredo é a mesma de antes e permite que o jogador controle vários protagonistas durante o curso da história, de acordo com os acontecimentos cinematográficos do script. O destaque fica para o sargento Gary "Roach" Sanderson, membro de um comando multinacional antiterrorista batizado deTask Force 141, sob responsabilidade de "Soap" MacTavish, um dos heróis do game anterior. O grupo deve rodar o planeta - inclusive com uma escala no Rio de Janeiro - para tentar deter o avanço de um grupo ultranacionalista russo que pretende invadir os EUA.

É uma história que prende a atenção, mas muitas vezes pelos motivos errados. Embora o pessoal da Infinity Ward tenha uma habilidade ímpar em criar grandes situações de ação e suspense, com direto a pilotagem de snowmobiles e escaladas, a narrativa nunca é seu forte. O roteiro é mal alinhavado em suas idas e vindas, assim como na troca de protagonistas, e isto cria um distanciamento do jogador. Há sempre a sensação de que há elementos no enredo que não são explicados devidamente e que o jogo cria desculpas esfarrapadas para lançar o usuário em cenários diversos ao redor do mundo.

Tal sensação de esvaziamento do enredo piora ao ser constatado que o final chega em apenas algumas horas, acompanhado de discurso belicista juvenil e um bom punhado de diálogos herdados dos piores filmes de ação dos anos 80. Os estágios certamente trazem momentos eletrizantes e inesquecíveis, em especial nos combates na neve e nas favelas, mas tudo ocorre tão rápido, de maneira tão mecânica, que fica aquela sensação de faltar alma ao projeto.



Fonte:Uol jogos



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